Não é o pasto que engorda o boi. É o manejo. E o seu, está pronto para as águas?

Quando chega a época das águas, o pecuarista vê o pasto “explodir” em volume. Mas quem vive do campo sabe: pasto alto não significa pasto nutritivo. O verdadeiro ganho de peso — e o lucro de cada arroba produzida — depende do manejo, não da quantidade de capim disponível.

De acordo com a Embrapa Gado de Corte, o manejo correto pode elevar o GMD em até 30%, mesmo quando o pasto já está no seu pico de produção. Isso acontece porque a planta jovem, manejada no ponto ideal, entrega mais proteína, melhor digestibilidade e maior consumo voluntário pelo animal. Sem controle, o capim passa do ponto, fibrosa, perde valor nutritivo e deixa de sustentar o desempenho esperado.

Por isso, antes das águas, o pecuarista precisa responder uma pergunta simples: meu manejo está pronto para aproveitar a melhor época do ano?

O primeiro passo é entender o ponto de entrada e saída do pasto. Em sistemas de pastejo rotacionado, a altura adequada de entrada garante que a planta tenha reservas para rebrota rápida. A altura de saída impede o superpastejo, que prejudica raízes e derruba a produção nas semanas seguintes.

Quando o pastejo é contínuo e sem controle de lotação, o pasto perde qualidade e força — e o desempenho do rebanho segue o mesmo caminho.

Outro ponto crucial é a taxa de lotação. As águas permitem levar mais animais por hectare, mas apenas quando o manejo é feito com ajustes semanais. Lotação alta demais causa degradação. Lotação baixa desperdiça capim e lucro. O equilíbrio depende de observação constante, ajustes rápidos e registro de dados.

Também é no início das águas que o pecuarista precisa reforçar o planejamento de suplementação estratégica. Mesmo com pasto abundante, muitas categorias — especialmente recria e engorda — respondem com excelente retorno econômico ao uso de proteína e energia suplementar. A nutrição correta complementa o manejo e sustenta o ganho de peso com eficiência.

Mas, acima de tudo, o que diferencia uma fazenda lucrativa é a gestão dos indicadores. Sem medir peso, lotação, dias de descanso, consumo e custo por hectare, o manejo vira tentativa e erro. E tentativa e erro custa caro.

O Controle de Gado ajuda o produtor a registrar e acompanhar todos esses dados de forma simples: peso dos animais, estoque e qualidade do pasto, desempenho dos lotes, custo operacional por arroba e projeções para tomada de decisão. Com informação organizada, o pecuarista ajusta o manejo no tempo certo e aproveita cada milímetro de chuva para transformar capim em carne com eficiência.

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